O Partido Socialista (PS) criticou hoje o Bloco de Esquerda (Chega) por tentar usar a abstenção para pressionar o Governo em relação ao Orçamento do Estado. O PS considera que a viabilização do Orçamento com o apoio da abstenção retira ao Chega a "possibilidade de chantagear o país", segundo uma fonte do partido. O líder do PS, António Costa, destacou que a estratégia do Chega visa "criar condições para uma pressão política" sobre o Executivo.

O PS também rejeitou as defesas do líder do Chega, André Ventura, sobre acordos com o partido. O líder socialista afirmou que tais acordos são "o regresso aos três Salazares", uma referência crítica ao modelo de governação de figuras históricas portuguesas. O PS defende que a estabilidade do Orçamento depende da cooperação entre os partidos, mas alerta contra tentativas de influência indevida.

A situação surge num contexto de tensão entre os partidos na Assembleia da República, com o Chega a tentar obter vantagens políticas através de estratégias de abstenção e negociações. O PS reforça a necessidade de uma governação baseada em consenso e transparência, afirmando que a abstenção é uma forma de evitar ações que possam prejudicar a estabilidade do país.