O ministro da Administração Interna, Luís Neves, determinou a demissão do secretário-geral da Secretaria-Geral da Administração Interna, Ricardo Carrilho. A decisão foi anunciada após uma deterioração nas relações entre os dois, que atingiu um ponto crítico. As divergências centram-se no controlo da rede SIRESP e na gestão de uma indemnização compensatória anual de 26 milhões de euros.
Ricardo Carrilho pediu para ser ouvido pelo primeiro-ministro após ter sido afastado do cargo. As tensões surgiram devido a diferenças sobre a gestão da rede SIRESP, incluindo o pagamento da indemnização. A situação gerou uma polémica dentro do governo, com críticas de membros de diferentes partidos.
António Rodrigues, do PSD, disponibilizou-se para ouvir Carrilho e o antigo secretário-geral do MAI no Parlamento. Já Cristina Rodrigues, do Chega, e Isabel Moreira, do PS, criticaram a recente polémica no ministério de Luís Neves. O presidente do Chega, Ventura, admitiu que pode haver uma investigação sobre os mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária.
A demissão de Carrilho representa uma mudança significativa no ministério, com implicações para a gestão da segurança e da administração interna. A situação revela uma crise interna no governo, com desentendimentos que podem ter consequências políticas.





















