Ricardo Carrilho, ex-secretário-geral da Secretaria-Geral da Administração Interna (SGMAI), foi afastado do cargo por Luís Neves, ministro da Administração Interna. A decisão foi anunciada na segunda-feira, 12 de outubro. A causa do conflito diz respeito ao controlo da rede SIRESP e à gestão de uma indemnização compensatória anual de 26 milhões de euros.

Carrilho acusou Neves de falta de cooperação, enquanto Neves alega que Carrilho tentou prejudicar o SIRESP. O Ministério da Administração Interna justificou a exoneração com a quebra de confiança. Carrilho pediu para ser ouvido pelo primeiro-ministro após o afastamento.

O presidente da SIRESP, major-general Viegas Nunes, foi ouvido no Parlamento após a demissão de Carrilho. Ele garantiu "máxima cooperação" com a SGMAI. As divergências entre Carrilho e Neves agravaram-se, levando a um ponto de ruptura.

O conflito envolve questões de gestão e finanças da SIRESP, uma empresa pública responsável por serviços de segurança e proteção civil. A indemnização em questão é uma compensação anual, que gerou tensões entre os responsáveis pelo Ministério e pela instituição.

A situação reflete desentendimentos institucionais entre o secretário-geral e o ministro. A gestão do SIRESP e a aplicação de políticas financeiras são pontos críticos no conflito. A relação entre os dois líderes deteriorou-se, resultando na demissão de Carrilho.

O caso eleva a tensão dentro do Ministério da Administração Interna e pode ter implicações para a eficiência da SIRESP. A situação ainda não foi resolvida, e a gestão da instituição continua sob observação.