O ministro da Administração Interna, Luís Neves, determinou a demissão de Ricardo Carrilho, ex-secretário-geral da Secretaria-Geral da Administração Interna (SGMAI), esta segunda-feira, 12 de outubro. A decisão ocorreu após divergências entre os dois sobre a gestão da rede SIRESP, uma das principais instituições do Estado.
Ricardo Carrilho, que liderava a SGMAI, foi afastado do cargo após uma série de tensões institucionais. As divergências centram-se no controlo da rede SIRESP e na gestão de uma indemnização compensatória anual de 26 milhões de euros. O ex-secretário-geral alega que foi acusado de tentar prejudicar o SIRESP e justifica a sua exoneração por quebra de confiança.
A situação levou a uma denúncia formal enviada para a Procuradoria-Geral da República (PGR) em julho, sobre um projeto previsto no Plano de Recuperação e Resiliência. A instituição liderada por Carrilho, antes da sua demissão, apresentou uma queixa sobre o projeto.
A relação entre Luís Neves e Carrilho deteriorou-se progressivamente, atingindo um ponto crítico. O ministro alega que as divergências sobre a gestão do SIRESP e a capacidade do Estado de controlar a rede foram insuperáveis. Carrilho, por seu lado, alega que foi vítima de uma pressão interna e que a sua demissão foi uma forma de desaparecer uma voz crítica dentro do ministério.
O conflito reflete os desafios de gestão dentro do Ministério da Administração Interna, onde a centralização de poder e a gestão de recursos financeiros são temas sensíveis. A demissão de Carrilho marca um momento de ruptura na instituição, com implicações para a continuidade das políticas públicas ligadas ao SIRESP.




















