Ricardo Carrilho, ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna (MAI), foi afastado do cargo por Luís Neves, ministro da mesma pasta. A decisão foi anunciada segunda-feira. Carrilho reagiu, acusando o ministro de ter feito uma "mentira" e de colocar "vidas em risco". Ele também criticou a gestão da rede SIRESP, responsável por serviços de emergência.
Carrilho afirmou que o comunicado de Luís Neves foi "apenas palavras elogiosas sobre o trabalho que desenvolvi". Ele destacou que a relação entre os dois estava em crise há tempo, com divergências sobre o controle da SIRESP e a capacidade do Estado de gerir a rede.
O conflito envolve a gestão de uma indemnização compensatória anual de 26 milhões de euros. Carrilho pediu para ser ouvido pelo primeiro-ministro, após ter sido afastado do cargo. A situação gerou tensão dentro do Ministério.
O conflito entre Carrilho e Luís Neves surgiu após a divulgação de divergências sobre a gestão da SIRESP. A relação entre os dois estava em piora, atingindo um ponto de ruptura. A demissão de Carrilho foi anunciada no mesmo dia em que o Expresso noticiou a deterioração das relações entre os dois.
A situação reflete desentendimentos sobre a gestão de uma rede crítica para a segurança pública. A demissão de Carrilho gerou reações dentro do governo. A situação ainda não foi resolvida, e o caso continua sob análise.





















