O líder do Partido Socialista, António Costa Carneiro, admitiu hoje que as "convicções mais profundas" poderiam levar a um voto contra o Orçamento do Estado (OE2027), mas explicou que optou pela abstenção por motivos de "equilíbrio político". A declaração foi feita durante uma intervenção em uma reunião do grupo parlamentar do PS, onde o líder do partido foi questionado sobre a posição do PS em relação ao Orçamento. Carneiro destacou que, apesar das preocupações sobre a proposta, a abstenção é uma estratégia para manter a coesão do grupo e evitar a fragmentação do bloco de esquerda. O OE2027, que prevê medidas de austeridade e reformas estruturais, tem sido alvo de críticas por parte de diversos partidos e movimentos sociais. Carneiro reforçou a necessidade de diálogo e de encontrar soluções que garantam a estabilidade económica e social. A decisão do PS pode ter implicações significativas para a formação de governos e a dinâmica política no Parlamento. A posição do PS será monitorada de perto pelos outros partidos e pela opinião pública, que já expressa descontentamento com algumas das medidas propostas.