A Polícia de Segurança Pública (PSP) utilizou força física para dispersar acampamentos de manifestantes em Lisboa e no Porto, durante a madrugada de sexta-feira. O ministro da Administração Interna afirmou que as intervenções foram decisões da PSP, reforçando que a polícia agiu dentro do âmbito legal. A operação ocorreu em resposta a acampamentos que se estenderam por vários dias, com manifestantes exigindo direito à habitação.

A PSP justificou a ação como necessária para garantir a ordem pública e a segurança, embora os manifestantes aleguem que foram desrespeitados. A polícia utilizou equipamento de contenção e deteve vários indivíduos, o que gerou reações fortes de parte da população e de ativistas. O ministro da Administração Interna destacou que as ações foram tomadas com base em orientações oficiais e que a força usada foi proporcional.

A intervenção da PSP tem gerado controvérsias, com críticas de comentaristas e ativistas que questionam a legalidade e a proporcionalidade da força aplicada. Um comentarista da CNN Portugal criticou o ministro por sua falta de clareza nas declarações. Além disso, dirigentes políticos acusaram a PSP de agir de forma autoritária, comparando sua atuação a práticas de regimes ditaduras.

A situação reflete um conflito entre direitos constitucionais e medidas de segurança, com debates sobre a limitação da manifestação e o uso da força policial. A Constituição portuguesa garante o direito à manifestação, mas a lei de 1974 estabelece limites para ações em espaços públicos. A tensão entre os dois marcos jurídicos está no centro das discussões sobre a legalidade da intervenção policial.