Manifestações pela habitação continuam nas ruas de Lisboa e Porto após um dia de protestos intensos. Milhares de pessoas passaram a noite em tendas nas praças das cidades, incluindo a Praça do Rossio em Lisboa. Os manifestantes exigem melhores condições de vida e redução dos custos, com centenas a permanecer na rua durante a noite.

A acampada começou ao fim da tarde e encheu a praça com cartazes e slogans. O líder do Chega, Rui Ventura, admitiu que o défice pode ser usado para ajudar a pagar casas, enquanto o secretário-geral do PS, António Costa, acusou-o de merecer um “Nobel da hipocrisia”. A troca de acusações ocorre no contexto de protestos que envolvem milhares de pessoas.

João Cotrim Figueiredo, líder do PSD, comentou as manifestações, dizendo que o primeiro-ministro não foi feliz e que acabou por "atirar gasolina para a fogueira". Os protestos, que se prolongam no 9.º dia, continuam a mobilizar centenas de pessoas em Lisboa e Porto. As autoridades tentaram desmobilizar as ações, mas sem sucesso.

A situação reflete um aumento de tensão sobre o custo de vida e as condições de habitação. As manifestações, que começaram com a CGTP, ganharam força e envolveram diferentes grupos sociais. A candidatura de Portugal aos Jogos Olímpicos, que pode ser para depois de 2036, não está relacionada com os protestos atuais.