Manifestações contra o aumento do custo de vida intensificaram-se em várias cidades portuguesas, incluindo Porto, durante a madrugada de sexta-feira. Os protestos, que envolvem centenas de pessoas, ocorreram principalmente nas ruas de Lisboa, Porto e Coimbra, segundo informações divulgadas por meios de comunicação locais. A CGTP, uma das maiores centrais sindicais do país, convocou manifestações para o sábado, reforçando a mobilização contra o aumento dos preços e a pressão sobre os trabalhadores.

O movimento, que se espalhou de norte a sul do país, teve como ponto de partida em Lisboa e depois se expandiu para outras cidades, incluindo o Porto, onde os manifestantes ocuparam a Praça D. João I durante a noite. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, foi acusado de ter feito comentários sobre o "egoísmo" dos manifestantes, algo que ele negou. Montenegro transcreveu as palavras que teria dito e reafirmou que não havia falado em termos desse tipo.

As manifestações são parte de um movimento mais amplo contra o aumento do custo de vida, que tem gerado preocupações entre a população. A CGTP destacou a importância da mobilização e pediu mais atenção às demandas dos trabalhadores. O movimento tem como base a pressão sobre o sistema de habitação e o aumento generalizado dos preços, que afeta especialmente as classes mais vulneráveis.

O aumento do custo de vida tem sido um tema central nas discussões políticas e sociais em Portugal nos últimos meses. A CGTP e outras organizações sindicais têm alertado sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes para combater a crise económica. As manifestações de sexta-feira são uma nova expressão dessa pressão, que se intensifica com a falta de respostas concretas do governo.