O primeiro-ministro Luís Montenegro denunciou ontem, sexta-feira, 16 de outubro, ter sido ele e a família ameaçados durante uma manifestação no Porto, organizada por pessoas que defendem o direito à habitação. A declaração foi feita após uma denúncia feita por um alegado manifestante, que teria feito "ameaças diretas" contra o político.
Montenegro explicou que a situação foi reportada por um dos participantes do protesto, que teria utilizado linguagem agressiva durante o evento. O líder do governo disse que ainda vai analisar "com mais detalhe" a intervenção do manifestante, mas não especificou quais foram as ameaças ou se houve qualquer ato concreto. A polícia foi informada sobre o caso e investiga a situação.
A manifestação no Porto ocorreu no dia 15 de outubro, em resposta a uma proposta de reforma do sistema de habitação. O movimento reuniu centenas de pessoas que exigem melhores condições para os moradores de áreas de baixa renda. A polícia relata que o ambiente foi controlado, mas houve tensão entre manifestantes e autoridades.
Este não é o primeiro caso de conflito entre políticos e manifestantes em Portugal. Em 2022, um grupo de ativistas foi detido após protestar contra uma proposta de aumento de impostos. A situação reflete o aumento de tensão entre o governo e movimentos sociais que questionam políticas públicas.

























