Manifestantes reuniram-se nas ruas do Porto, em número estimado em centenas, mas que se multiplicaram ao longo do dia. No centro da cidade, no Bolhão, grupos exibiram imagens dos 39 feridos durante uma intervenção policial anterior. A manifestação, promovida pelo movimento Acampada, começou na Praça da Batalha e avançou pelas ruas do centro. A Polícia de Segurança Pública (PSP) reforçou o dispositivo, mas reafirmou a tolerância zero em relação a qualquer forma de violência.

Os manifestantes pediram uma greve geral e uma mega acampada no Rossio, após meio mês de presença contínua no Porto e planejamento para Lisboa. Organizadores estimam que, em Lisboa, o número de pessoas pode atingir 25 mil, embora a PSP tenha desvalorizado essa previsão. No Porto, o clima é de alegria e protesto, com cartazes e palavras de apoio à luta pelo futuro da população.

O ministro Luís Neves rejeitou a ideia de um "braço de ferro" com os manifestantes e garantiu que o Governo encara as protestações com tranquilidade. Ele destacou o direito à manifestação como legítimo e espera que as ações sejam pacíficas. A PSP, por sua vez, reforçou o dispositivo em Lisboa e no Porto, mas reafirmou a prioridade do diálogo com os manifestantes.

A situação reflete um aumento de protestos em Portugal, com foco na habitação e na relação entre população e autoridades. As manifestações, que se estendem a outras cidades europeias, continuam a exigir maior transparência e diálogo, segundo os organizadores.