Manifestantes que mantêm uma acampada na Praça Dom João I, no Porto, exigem que o vereador Pedro Duarte convoque-os para uma reunião através de contacto coletivo. Os manifestantes, que se opõem ao aumento do custo de vida e defendem o direito à habitação, rejeitam contactos individuais, alegando que nenhum participante os representa sozinho.

Os protestos, que se prolongaram durante vários dias, envolvem centenas de pessoas que ocupam a praça com tendas e cartazes. A organização da acampada está disposta a permanecer até ao dia 31 de dezembro, caso não obtenha uma resposta oficial da câmara municipal.

A situação surge num contexto de crescente mobilização contra o aumento dos preços e a crise habitacional. Em Lisboa, manifestantes também se concentraram na Praça do Rossio, com uma acampada que se estendeu durante a noite. A CGTP, uma central sindical, lidera parte dos protestos, que se desenrolam em várias cidades portuguesas.

A pressão sobre a administração local aumenta com a persistência dos manifestantes, que alegam que a falta de diálogo institucional agrava a sua insatisfação. A reunião com o vereador Pedro Duarte é considerada uma condição essencial para a continuidade ou o desenrolar da acampada.