Manifestações pela habitação continuam em Lisboa e Porto. Milhares de pessoas passaram a noite em tendas nas ruas da capital e no Porto, em protesto contra o aumento dos custos de vida e a crise habitacional. A acampada em Lisboa, na Praça do Rossio, foi aprovada em assembleia popular e incluiu a convocação de uma greve geral ibérica para 11 de novembro.

Os protestos, que se prolongaram durante a noite, envolveram centenas de manifestantes que se mantiveram em acampamento, com cartazes e slogans contra o aumento dos preços das moradias. A CGTP, uma confederação de trabalhadores, organizou o protesto contra o aumento do custo de vida, enquanto grupos independentes também se uniram à causa.

As autoridades tentaram desmobilizar as ações, mas sem sucesso. O líder do Chega, um partido político, admitiu que pode haver défice para ajudar a pagar casas, enquanto o secretário-geral do PS acusou-o de apoiar uma lei do arrendamento que agora pretende alterar. A tensão entre os partidos aumentou com as manifestações, que se intensificaram após a semana de protestos.

A situação reflete uma crise habitacional crescente em Portugal, com preços elevados e falta de acesso a moradia. As manifestações, que começaram em Lisboa, espalharam-se para o Porto, reforçando a pressão sobre o governo para tomar medidas. As acampadas, que se tornaram uma forma de protesto eficaz, continuam a ser uma voz forte na sociedade portuguesa.