Manifestantes do Movimento pela Habitação decidiram prolongar o acampamento na Praça D. João I, no Porto, após uma assembleia popular em que 35 pessoas votaram a favor de permanecer no local. O protesto, que começou há uma semana, tem como objetivo pressionar autoridades para resolver questões de habitação em áreas de baixa renda da cidade.

Os manifestantes, que ocupam a praça desde o dia 12 de outubro, realizaram uma reunião para discutir a continuidade do movimento. Durante a assembleia, foi decidido manter o acampamento e convidar o presidente da Câmara Municipal do Porto para se reunir com os manifestantes no local. A decisão foi tomada com base em uma votação em que 35 pessoas participaram e 35 votaram a favor da permanência no espaço.

O protesto surgiu após uma série de denúncias sobre falta de moradia acessível e políticas públicas insuficientes para atender à demanda da população. Os manifestantes alegam que as autoridades locais não estão respondendo adequadamente às necessidades dos moradores de áreas periféricas. A situação tem gerado debates sobre a gestão urbana e a inclusão social em Porto.

O movimento conta com apoio de organizações locais e ativistas que defendem ações diretas para mudar a realidade de moradia em regiões carentes da cidade. A expectativa é que o encontro com o presidente da câmara possa trazer uma resposta concreta sobre as propostas apresentadas pelos manifestantes.