A Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou operações de remoção de tendas em acampamentos de protesto contra o aumento de custos de habitação em Lisboa e no Porto, na madrugada de domingo. As ações ocorreram após uma decisão judicial que autorizou a intervenção policial para garantir a ordem pública. As manifestações, que envolvem famílias em situação de vulnerabilidade, estão localizadas em áreas urbanas, incluindo o bairro de Alcântara em Lisboa e zonas do Porto.
A PSP justificou a ação com a necessidade de manter a segurança e a ordem, alegando que as tendas estavam em locais não autorizados e violavam normas de uso do espaço público. Os manifestantes, por seu lado, alegam que têm direito à habitação e que a intervenção policial é excessiva. O direito à manifestação, protegido pela Constituição, foi questionado por alguns especialistas, que afirmam que a lei de 1974 sobre segurança pública pode ser contestada.
O Partido Socialista, liderado por José Luís Carneiro, criticou a atuação da PSP, defendendo que a solução para a crise deve ser política e não policial. Carneiro destacou que a responsabilidade recai sobre o governo, e que a força deve ser usada apenas como último recurso. O dirigente comunista Miguel Tiago acusou a PSP de ser "nazi", em referência à violência durante as operações.
A Juventude Socialista também condenou a "violência policial", exigindo uma intervenção do poder judicial para investigar as ações da PSP. As autoridades estão a analisar os impactos das operações e a possibilidade de medidas alternativas para resolver a situação. A tensão entre os manifestantes e a polícia continua a gerar debates sobre direitos e segurança em Portugal.





















