A Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio na madrugada de sexta-feira em acampadas de Lisboa e Porto, em resposta a manifestações pelo direito à habitação. A ação policial, que incluiu a remoção de tendas e a dispersão de grupos, gerou críticas de diversos setores, incluindo advogados e ativistas. O bastonário da Ordem dos Advogados defendeu a necessidade de um inquérito para esclarecer a atuação das forças de segurança, enquanto um comentador da CNN Portugal criticou o ministro da Administração Interna por sua resposta ambígua sobre a operação.
O ministro da Administração Interna afirmou que as intervenções policiais foram decisões da PSP e que a força utilizada visava o cumprimento da lei e do estado de direito. No entanto, ativistas e dirigentes políticos acusaram a polícia de excessos e de violar direitos constitucionais. Um dirigente comunista acusou a PSP de ser "nazi", enquanto outros questionam se a lei de 1974, que regula a manifestação, está em conflito com a Constituição.
A situação está a gerar divisões na sociedade, com debates sobre o limite entre a segurança pública e os direitos civis. As acampadas, que se mantêm há meses, são um símbolo da luta pela habitação acessível e contra o despejo. A atuação da PSP, enquanto é vista por alguns como necessária, é criticada por outros como excessiva e desproporcionada. A situação permanece em aberto, com a necessidade de clarificação sobre as responsabilidades e as consequências das ações policiais.


















