A MINURSO, missão de observação da ONU no Saara Ocidental, teve seu mandato estendido vetado por Estados Unidos e Rússia no Conselho de Segurança. A proposta, apresentada sexta-feira, buscava garantir a continuidade da missão até 2026. Ambos os países apresentaram objeções, com a Rússia destacando a necessidade de uma nova abordagem para a região. A decisão deixa o futuro da missão em aberto, sem uma nova data de término definida.
A proposta original previa a extensão do mandato da MINURSO até 2026, com o objetivo de manter a presença da ONU na região e promover a paz. A Rússia, que tem influência significativa no Saara Ocidental, argumentou que a missão não estava alinhada com as realidades atuais do conflito. Os Estados Unidos, por sua vez, expressaram preocupações sobre a eficácia da missão e a necessidade de uma nova estratégia.
A MINURSO foi criada em 1999 para supervisionar o cessar-fogo entre Marrocos e a Frente Polisário, grupo separatista do Saara Ocidental. Apesar de ter ajudado na redução da violência, a missão enfrenta críticas por sua eficácia limitada e pela falta de progresso em uma solução política duradoura. A decisão de vetar a extensão do mandato reflete a complexidade do conflito e a divergência de interesses entre potências globais.



























