Manifestantes em Lisboa e Porto protestaram contra o aumento do custo de vida, com segurança reforçada nas cidades. As manifestações, marcadas por tensão, ocorreram em resposta ao aumento dos preços e à falta de acesso à habitação. Os protestos incluíram acampamentos em praças públicas, com participantes que exigem políticas públicas mais eficazes.

O artista Bordalo II criticou a resposta das autoridades e do Governo às manifestações, montando uma "tenda da polícia" no Rossio. Ele destacou a violência policial e a falta de soluções para a crise habitacional. Mais de 300 emigrantes portugueses também se uniram aos protestos, enviando uma carta aberta que pede medidas para garantir o acesso à habitação. O grupo planeja uma concentração junto à embaixada de Portugal em Bruxelas.

O ministro da Administração Interna assumiu a responsabilidade política pelas intervenções policiais nas acampadas, esclarecendo que a PSP agiu conforme as normas. No Parlamento, o deputado Paulo Núncio manifestou repúdio às acampadas em praças públicas, considerando-as uma ameaça à ordem pública. A situação reflete uma crescente insatisfação com políticas públicas e custos de vida elevados, com manifestantes exigindo mudanças urgentes.