A Inspeção-Geral da Atividade Policial (IGAI) abriu inquérito para investigar as intervenções da Polícia de Segurança Pública (PSP) durante os protestos pela habitação em Lisboa e no Porto, no passado domingo. A entidade fiscalizadora pediu informações à Direção Nacional da PSP e ao Ministério Público sobre as operações realizadas no dia.
A PSP foi acusada de agir de forma excessiva durante as manifestações, que tiveram lugar em várias cidades. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram agentes usando força contra manifestantes, resultando em ferimentos. Em Lisboa, a acampada foi desmobilizada após confrontos, e centenas de pessoas voltaram ao Rossio. No Porto, um jovem brasileiro foi detido por suspeita de ter incentivado um ataque à residência do primeiro-ministro.
Os protestos, que envolveram centenas de pessoas, foram motivados pela crise habitacional e pela falta de políticas públicas eficazes. A organização dos manifestantes decidiu não tentar uma nova acampada e convocou novos protestos para esta semana. A IGAI pretende esclarecer as circunstâncias das operações e avaliar a adequação das ações da PSP.
Os protestos refletem uma crescente insatisfação com as políticas habitacionais e a gestão da crise económica. A PSP tem sido alvo de críticas por parte de ativistas e organizações de direitos humanos, que alegam que as intervenções foram desproporcionais. A IGAI aguarda ainda informações para concluir a investigação.
















