A Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio em manifestações pela habitação em Lisboa e no Porto, resultando em 27 feridos apenas em Lisboa, segundo hospitais. A PSP informou inicialmente 11 feridos no país. A intervenção gerou conflitos entre o Governo e o Partido Socialista (PS), que questiona a proporcionalidade do uso da força.
O Governo defende que a PSP agiu para restabelecer a ordem pública, enquanto o PS exige explicações sobre as decisões tomadas. Fernando Negrão, líder do PS, pede esclarecimento sobre a cadeia de decisão e responsabilidades políticas. O ministro da Administração Interna afirma que as intervenções foram decisões da PSP e que a força foi usada para cumprir a lei e o estado de direito.
A atuação da PSP levantou debates sobre a Constituição e a lei de 1974, que regula a manifestação. Os manifestantes alegam que a força foi excessiva, enquanto a PSP defende que agiu dentro do limite legal. A discrepância entre os números oficiais e os relatados pelas acampadas continua a gerar controvérsias.
A situação reflete um conflito entre direitos de manifestação e ordem pública, com o direito à habitação em foco. A intervenção da PSP está a dividir opiniões, com críticas sobre a proporcionalidade e a legalidade das ações. A tensão persiste, com debates sobre a Constituição e a aplicação da lei.



















