A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo para investigar as ações da polícia durante os protestos no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, na madrugada de domingo. As manifestações, que envolveram centenas de pessoas, ocorreram após a desmobilização de uma acampada que terminou com ferimentos e tensão.

Os manifestantes desmobilizaram-se após a meia-noite, mas prometeram voltar na segunda-feira. A organização dos protestos decidiu não tentar uma nova acampada e convocou novas manifestações para a semana. A polícia interveio para dispersar os grupos, gerando críticas sobre o uso da força.

A IGAI já havia iniciado uma investigação sobre as ações policiais de 15 de outubro, quando também houve confrontos. Na resposta à Lusa, a instituição afirmou que não é necessário revisar a constitucionalidade da lei das manifestações, mas que a revisão da lei é uma possibilidade.

Os protestos no Rossio são parte de um movimento de contestação social que tem ganhado força nas últimas semanas. A polícia tem sido alvo de críticas por parte de ativistas e organizações, que alegam excesso de força e falta de diálogo.

A situação reflete um aumento de mobilizações em Portugal, com manifestantes que exigem mudanças políticas e sociais. As autoridades estão sob pressão para garantir uma resposta equilibrada e transparente às ações policiais.