Em Lisboa e no Porto, mais de 300 emigrantes portugueses uniram-se a protestos contra o custo crescente da habitação. Numa carta aberta, os manifestantes, distribuídos por vários países, expressaram solidariedade com as acampadas em áreas públicas e solicitaram medidas concretas para garantir o acesso à habitação. O grupo planeja uma concentração junto à embaixada de Portugal em Bruxelas.
A iniciativa surge num contexto de crescente insatisfação com as condições de moradia em Portugal. Os protestos, que envolvem tanto cidadãos quanto emigrantes, destacam a pressão sobre o sistema habitacional e a dificuldade de acesso a moradias acessíveis. A carta aberta reforça a necessidade de políticas públicas que respondam às necessidades de uma população em crescimento, tanto dentro como fora dos limites nacionais.
O movimento ganha força após uma série de ações policiais em áreas de acampamento, incluindo intervenções da PSP em Lisboa e no Porto. A responsabilidade política sobre essas ações foi assumida pelo ministro da Administração Interna. Paralelamente, a Igreja Católica em Portugal considera a possibilidade de utilizar imóveis vazios para habitação acessível, uma proposta que pode contribuir para aliviar a crise. A situação reflete uma tensão crescente entre a população e as autoridades, com demandas por mudanças estruturais no setor habitacional.




















