A Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio na madrugada de domingo, 25 de outubro, contra acampadas em Lisboa e Porto, resultando em dezenas de feridos e detidos. A operação ocorreu durante manifestações organizadas pelo direito à habitação, com grupos que ocupavam espaços públicos em várias cidades. A PSP utilizou força para remover as tendas e os manifestantes, gerando tensão e reações de diferentes organizações e políticos.
Isabel Mendes Lopes, coporta-voz do Livre, reagiu à intervenção policial, criticando a violência usada contra os manifestantes. O movimento Algarve em Resistência, que promove manifestações pelo direito à habitação em Faro, condenou a "repressão policial" e destacou a violência exercida contra os acampados. A situação levantou críticas também de figuras políticas, como Sebastião Bugalho, porta-voz do PSD, que chamou a intervenção de "demonstração de fraqueza".
A polícia justificou a ação com base em leis vigentes, mas o movimento de resistência e organizações de direitos humanos questionam a legalidade da intervenção. A Constituição portuguesa garante o direito à manifestação, mas a lei de 1974 limita a atividade em certas horas e espaços. A disputa entre a Constituição e a lei de 1974 torna o tema controverso, com opiniões divididas sobre o alcance do direito à manifestação.
A intervenção da PSP nas acampadas pelo direito à habitação está a gerar debates sobre a legitimidade da polícia e a proteção dos direitos dos manifestantes. A situação reflete um conflito entre a necessidade de ordem pública e o direito à expressão política, com consequências que podem afetar a relação entre a população e as instituições.



















