O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou um voo pago por um intermediário dos Estados Unidos para fugir do Brasil, segundo informações do dono da empresa aérea. O avião, contratado e pago por uma conta bancária norte-americana, transportou o político e sua família para os EUA após ele negar a derrota nas eleições presidenciais de 25 de outubro.

A informação foi confirmada por fontes ligadas ao setor aeronáutico, que destacaram que o pagamento foi feito por um intermediário, sem envolvimento direto do senador. O voo ocorreu na quarta-feira, 28 de outubro, e o senador desembarcou nos Estados Unidos após ter sido acusado de ter tentado fraudar o processo eleitoral.

Alguns aliados de Bolsonaro acreditam que ele tenha se radicalizado após a fuga. Um dos críticos, Valdemar Costa Neto, reprovou uma carta publicada por Flávio, na qual ele se intitulava "verdadeiro presidente eleito do Brasil". A carta foi considerada golpista e gerou reações dentro do seu próprio partido.

A saída do senador para os EUA também foi vista como uma forma de evitar possíveis prisões. Um dos assessores, Sanderson, afirmou que Flávio poderia ter sido preso se permanecesse no Brasil. A situação elevou tensões políticas e gerou debates sobre a legitimidade do processo eleitoral e a conduta de figuras políticas.

O caso reacendeu discussões sobre a transparência nas eleições e a responsabilidade de políticos em aceitar resultados eleitorais. A fuga de Flávio e o pagamento do voo por intermediário norte-americano continuam sendo temas de análise e críticas no cenário político brasileiro.