A União Europeia (UE) registrou, segundo um relatório do Eurobarómetro, uma taxa de sedentarismo elevada entre seus cidadãos, com quase sete em cada dez portugueses declarando nunca praticar esporte. Esses 68% representam a maior proporção da UE, muito acima da média dos 27 Estados-membros. O dado chama a atenção para um padrão de vida sedentário que pode impactar a saúde pública e a longevidade da população.

A pesquisa, divulgada por, destaca que a inatividade física é um problema crescente na região, com consequências potencialmente graves para o sistema de saúde. Apesar de políticas públicas que incentivam a prática de exercícios, a falta de adesão por parte da população sugere a necessidade de estratégias mais eficazes para promover hábitos saudáveis.

A situação em Portugal é particularmente preocupante, já que o país lidera a UE em termos de sedentarismo. Especialistas alertam que a falta de atividade física está associada a doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares, e que ações coletivas são essenciais para mudar esse cenário. A UE, por sua vez, tem discutido políticas de saúde pública que buscam integrar a atividade física como parte central da prevenção de doenças.

A falta de engajamento dos cidadãos com a prática de esportes também pode estar ligada a fatores culturais e sociais, como a falta de tempo, a falta de infraestrutura adequada e a percepção de riscos associados à atividade física. A UE tem promovido campanhas de conscientização, mas o desafio é manter a adesão a longo prazo.