O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, afirmou que Portugal e os restantes países europeus estão a viver uma guerra híbrida, com ameaças crescentes à segurança e à estabilidade das democracias. Durante uma intervenção em Lisboa, Melo destacou o aumento de ataques cibernéticos e a necessidade de reforço nas defesas nacionais. O alerta surge num contexto de tensão geopolítica, com a União Europeia a reforçar a cooperação em segurança e defesa.
A declaração do ministro foi feita após uma reunião com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, que elogiou o papel de Portugal como ponte estratégica entre a Europa e a América Latina. Kallas destacou a importância do país na promoção de relações comerciais e diplomáticas com a região.
Além disso, o ministro mencionou um ataque informático ao seu telemóvel, que serviu como exemplo da vulnerabilidade dos cidadãos e instituições face às ameaças digitais. Melo garantiu que ninguém está imune a intrusões cibernéticas e que a proteção das infraestruturas críticas é uma prioridade.
O alerta sobre a guerra híbrida surge também em resposta a uma análise publicada pelo Gabinete de Guerra, que criticou a postura de Donald Trump e alertou para os riscos de uma política externa instável. O documento defende que a Europa deve manter o apoio à Ucrânia e acautelar as ameaças russas.
A situação reflete uma crescente preocupação com a segurança europeia, com a União Europeia a reforçar mecanismos de defesa e cooperação. A guerra híbrida, que combina atos militares, cibernéticos e informacionais, representa um desafio crescente para os países membros.
























