Manifestações pela habitação e contra o aumento do custo de vida ocuparam o Rossio, em Lisboa, no sábado. Mais de mil pessoas saíram às ruas após o pôr do sol, concentrando-se no centro da cidade. A marcha, que começou no Largo Camões, terminou com uma assembleia e acampamento no Rossio, onde os manifestantes reivindicam o direito à habitação e a revisão da nova lei do arrendamento.
A manifestação é parte de uma onda de protestos que se espalha pela Europa, com foco em Lisboa e Tirana. Os participantes exigem redução dos custos de vida e combate à corrupção. Em Lisboa, a concentração terminou com a montagem de tendas no Rossio, em resposta às manifestações que já se prolongam por semanas.
A polícia alertou que drones estão proibidos na área durante a manifestação. O movimento conta com o apoio de artistas e cidadãos que criticam a resposta das autoridades e do Governo às protestações. Um dos manifestantes, Alfredo, com 98 anos, esteve no Rossio para "lutar pelos jovens".
As autoridades esperam que as manifestações decorram com "normalidade e legalidade". A acampada no Rossio é uma continuação de protestos que se intensificaram após cargas policiais registradas na semana passada. O artista Bordalo II criticou a resposta das autoridades, montando uma "tenda da polícia" no local.
A situação reflete uma crise crescente na habitação e no custo de vida em Portugal, com manifestações que ganham força e visibilidade nas principais cidades do país.




















