A polícia de choque portuguesa desmontou dezenas de barracas em Lisboa e no Porto durante confrontos com manifestantes que protestavam contra a crise habitacional. A operação ocorreu na madrugada do domingo (1º), resultando na detenção de 13 pessoas. Agentes e participantes ficaram feridos.

Os manifestantes, que denunciam a falta de moradia, instalaram acampamentos em várias zonas urbanas. A polícia utilizou força para remover as barracas, gerando tensão e confrontos. A operação foi acompanhada por grupos de apoio e observadores.

Os protestos, que duram semanas, têm como foco a crise habitacional em Lisboa e Porto. Organizações como a Amnistia Internacional criticaram o uso excessivo da força policial e pediram respostas económicas e sociais ao problema. A embaixada dos Estados Unidos em Lisboa alertou cidadãos norte-americanos sobre a situação.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que "ninguém fica feliz e satisfeito" com os confrontos. O Presidente da República, António José Seguro, solicitou informações detalhadas sobre os acontecimentos, incluindo a situação dos detidos e das pessoas feridas.

A polícia justificou a intervenção como necessária para garantir a ordem pública, mas críticos alegam que a força aplicada foi desproporcionada. Os protestos continuam a mobilizar centenas de pessoas em várias cidades.