A polícia portuguesa desmontou dezenas de acampamentos em Lisboa e no Porto durante a madrugada de domingo, detendo 13 pessoas e deixando dezenas feridas, segundo informações divulgadas por vários meios de comunicação. A operação, que ocorreu quase simultaneamente em ambas as cidades, foi justificada pela PSP como resposta ao aumento da resistência dos manifestantes, que acampavam para denunciar a crise habitacional.

Os confrontos, que envolveram bastonadas, petardos e, no Porto, o uso de cães, resultaram em ferimentos em agentes de segurança e participantes. Segundo uma fonte, 13 polícias ficaram feridos e 13 manifestantes foram detidos. Além disso, 25 pessoas foram assistidas após os incidentes, das quais nove foram transportadas para unidades hospitalares.

A situação surgiu após semanas de protestos em Lisboa e Porto, com manifestantes exigindo soluções para a crise habitacional. A Amnistia Internacional criticou o uso excessivo da força pela polícia e pediu respostas económicas e sociais ao problema. O PCP exigiu um debate de urgência na Assembleia da República sobre a atuação das forças de segurança. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que "ninguém fica feliz e satisfeito" com os confrontos.

O Presidente da República, António José Seguro, pediu informações detalhadas sobre os acontecimentos, incluindo a situação dos manifestantes detidos e das pessoas feridas. A operação policial foi acompanhada por críticas de vários setores, com alguns considerando a intervenção como uma violação grave dos direitos fundamentais. A tensão persiste, com a comunidade a exigir transparência e medidas concretas para resolver a crise habitacional.