O governo português enfrentou confrontos violentos na madrugada de domingo, em Lisboa e no Porto, quando as forças de segurança desmontaram acampamentos de protesto contra a crise habitacional. Dezenas de pessoas foram feridas, entre manifestantes e agentes, e 13 participantes foram detidos. A polícia de choque justificou o uso da força pelo aumento da resistência dos manifestantes.
A operação, que ocorreu quase simultaneamente em ambas as cidades, resultou em dezenas de feridos, incluindo 13 policiais. Segundo relatos, os manifestantes usaram petardos e resistência física, enquanto a polícia respondeu com bastonadas e uso de equipamento. O Presidente da República pediu informações detalhadas sobre os acontecimentos, incluindo o estado dos detidos e das vítimas.
Os protestos, que duram semanas, são motivados pela crise habitacional, com maior incidência em Lisboa e Porto. A organização Amnistia Internacional criticou o uso excessivo da força pela polícia e pediu respostas económicas e sociais ao problema. O PCP exigiu um debate de urgência na Assembleia da República sobre a atuação das forças de segurança.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que "ninguém fica feliz e satisfeito" com os confrontos. António Filipe, líder do PCP, pediu responsabilidades políticas pela violação de direitos fundamentais. A situação levantou preocupações sobre a gestão da crise habitacional e a relação entre autoridades e manifestantes.
Os protestos, que envolvem acampamentos pela habitação, continuam a ser uma questão central na política portuguesa, com reações políticas e sociais intensas. A tensão persiste, com o governo enfrentando críticas por sua abordagem diante dos movimentos.


















