O Presidente da República, António José Seguro, pediu esclarecimentos detalhados sobre as operações policiais realizadas durante a madrugada de domingo em Lisboa e no Porto, onde manifestantes acampados foram confrontados com força. Segundo fontes, a PSP avançou sobre as acampadas, resultando em dezenas de feridos, 13 detidos e 13 polícias feridos. O Presidente solicitou informações sobre a situação dos manifestantes e dos agentes envolvidos.
A polícia justificou o uso da força com o aumento da resistência dos manifestantes, que, segundo relatos, utilizaram bastonadas, petardos e, no Porto, cães. Um repórter de imagem foi agredido durante o confronto. O ministro da Justiça foi acusado de ter sido "negra na história da democracia portuguesa", segundo uma queixa-crime apresentada pelos manifestantes.
As acampadas pela habitação, que se repetem regularmente em Lisboa e no Porto, voltaram a ser alvo de intervenção policial após uma noite de tensão. A PSP atacou as manifestações quase em simultâneo, por volta das 4h30, em ambas as cidades. O Presidente da República, que já havia pedido explicações após a carga policial, reforçou a sua solicitação, exigindo detalhes sobre os detidos e os feridos.
A situação levantou críticas sobre o uso excessivo da força, enquanto defensores da ação policial argumentam que a lei está do lado dos agentes. A tensão entre manifestantes e autoridades persiste, com consequências que podem afetar a relação entre a população e as instituições.






















