A Polícia de Segurança Pública (PSP) utilizou força contra manifestantes que acampavam em Lisboa e no Porto, resultando em dezenas de feridos, 13 detidos e 13 agentes feridos. A intervenção ocorreu na madrugada de domingo, após uma noite de tensão entre manifestantes e polícias.
Os protestos, que exigem melhores condições de habitação, voltaram a se intensificar, com manifestantes a usar petardos e a resistir à evacuação. A PSP justificou a atuação com o aumento da resistência dos participantes. No Porto, a polícia utilizou bastonadas e cães para dispersar as acampadas.
A situação gerou reações políticas, com o Presidente da República a pedir esclarecimentos sobre os acontecimentos. O deputado do CDS João Almeida criticou a intervenção da PSP, afirmando que os manifestantes tiveram oportunidades de evitar o confronto. No Rossio, milhares de pessoas voltaram a reunir-se, com tensão que se transformou em buzinas e aplausos.
As acampadas, que se tornaram um símbolo de protesto contra o custo de vida, continuam a ser uma fonte de controvérsia, com a PSP a garantir a preservação de imagens de videovigilância para investigar os incidentes. A tensão persiste, com o governo a enfrentar críticas por parte de diferentes setores da sociedade.



















