O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, elogiou a atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP) durante os protestos em Lisboa e rejeitou críticas sobre a sua ausência nos últimos dias. Durante o debate sobre o Orçamento do Estado de 2027, Costa afirmou que a PSP agiu com "adequação" e "proporcionalidade". Ele destacou o esforço dos agentes e rejeitou a acusação de ter estado ausente durante os confrontos.

O PM afirmou que "estive a trabalhar" e que a sua ausência foi "totalmente inexistente". Ele defendeu que a PSP tem "responsabilidade" e "competência" para lidar com situações de tensão. Costa também mencionou que a atuação da polícia foi "reconhecida" por parte do público.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, criticou as imagens dos confrontos e considerou que elas não são normais numa democracia consolidada. Ele pediu que se aguardem os resultados dos inquéritos e revelou que já exigiu explicações sobre a atuação da PSP.

O ex-ministro da Justiça do PSD, Fernando Negrão, apelou a Costa para que investigue a "natureza política" dos protestos e admitiu ter "grande dificuldade" em compreender a atuação da PSP. Ele sugeriu que a polícia pode ter sido influenciada por fatores políticos.

A situação gerou tensão entre o Executivo e a oposição, com críticas sobre a gestão da crise e a transparência das investigações. A PSP continua a ser alvo de debate sobre a sua atuação durante os protestos.