Manifestações em Lisboa e Porto continuam com acampamentos noturnos. Cerca de 80 tendas permanecem montadas nas ruas da capital e 20 no Porto, segundo informações do Observador. Os manifestantes passaram a noite e madrugada nas praças D. Pedro IV e D. João I, mantendo uma presença contínua. As autoridades mantiveram uma presença discreta, sem intervenção direta.
O Bloco de Esquerda endereçou queixas à ONU e ao Conselho da Europa sobre as cargas policiais durante as manifestações. O partido pede que os acontecimentos em Lisboa e no Porto sejam investigados de forma independente, célere, exaustiva e imparcial. A pressão sobre o governo aumenta com a persistência dos protestos.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que vai reunir-se com líderes do PS e Chega na quinta-feira para ouvir propostas sobre habitação. A reunião foi vista como uma tentativa de diálogo entre o governo e a oposição. No entanto, os manifestantes em Lisboa prometem continuar a "luta" até que suas reivindicações sejam atendidas.
As tensões persistem com a falta de respostas concretas às demandas dos protestos. A situação reflete um conflito político crescente, com manifestantes e autoridades em posturas opostas. A persistência dos acampamentos e as queixas formais reforçam a complexidade da crise.














