Manifestantes mantiveram tendas nas praças D. Pedro IV, em Lisboa, e D. João I, no Porto, durante a noite e madrugada, após a comunicação do primeiro-ministro ao país. Segundo fontes, cerca de 80 tendas permaneceram montadas em Lisboa e 20 no Porto, com os manifestantes a passar a noite em protesto. As autoridades mantiveram uma presença discreta nas áreas, sem intervenção direta.
O Bloco de Esquerda endereçou queixas à ONU e ao Conselho da Europa sobre as cargas policiais, solicitando uma investigação independente, célere, exaustiva e imparcial dos acontecimentos em Lisboa e no Porto. O partido pede que sejam clarificados os factos e que sejam respeitados os direitos dos manifestantes.
A situação surge no contexto de protestos que se intensificaram nas últimas semanas, com manifestantes a reivindicar mudanças políticas e sociais. A comunicação do primeiro-ministro foi vista como uma resposta a pressões crescentes, mas os manifestantes não se mostraram satisfeitos e continuaram a ocupar as praças. A tensão persiste, com a população a acompanhar de perto os desenvolvimentos.















