A vacinação infantil está a registar uma diminuição em vários países da União Europeia, incluindo Portugal, segundo dados recentes. Esta tendência, observada desde a pandemia de covid-19, levanta preocupações sobre o aumento do risco de ressurgimento de doenças infecciosas. Em Portugal, a taxa de vacinação entre crianças está a descer, o que pode comprometer a proteção coletiva contra patógenos como a poliomielite e a difteria.

A redução da vacinação infantil está associada a fatores como a hesitação parental, a falta de informação clara e a dificuldade de acesso a centros de vacinação. Especialistas alertam que a baixa cobertura vacinal pode criar condições para a propagação de doenças que já estavam em declínio. A situação tem gerado debates entre autoridades sanitárias e profissionais de saúde, que defendem a necessidade de campanhas educativas para reforçar a confiança na vacinação.

Apesar dos desafios, alguns municípios portugueses estão a implementar iniciativas para melhorar a taxa de vacinação, incluindo visitas domiciliárias e campanhas de sensibilização. A comunidade científica reforça que a vacinação continua a ser uma ferramenta essencial para a saúde pública, e que a manutenção da cobertura é fundamental para prevenir epidemias.