O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou Donald Trump de tentar pressionar a Ucrânia a capitular perante a Rússia, segundo informações divulgadas por vários meios de comunicação. Zelensky afirmou que "parece que" o presidente norte-americano busca acelerar o fim do conflito, mas de forma que a Ucrânia sofra mais. Ele reforçou que não deseja que os aliados americanos tomem decisões que prejudiquem a sua nação.

Zelensky também mencionou o reforço de mísseis Patriot, que considera como uma demonstração de apoio ao país. Ele criticou a decisão de Trump de isentar a Rússia de sanções, alegando que isso pode enfraquecer a posição da Ucrânia nas negociações. O presidente ucraniano alega que essa medida pode ser interpretada como uma tentativa de facilitar uma solução que não é favorável à sua nação.

A tensão entre Kiev e Washington aumentou nos últimos dias, com Zelensky alem de acusar Trump, também criticou a postura de alguns aliados europeus. A Alemanha anunciou um acordo para preparar a Ucrânia para entrar na União Europeia, o que Zelensky considera como uma derrota para a Rússia.

A conversa entre Zelensky e os enviados americanos, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, ocorreu em uma tentativa de aliviar a tensão. No entanto, a relação entre os dois líderes continua instável, com acusações mútuas sobre a política de defesa e apoio à Ucrânia.