A Arábia Saudita enfrenta uma série de ataques atribuídos aos grupos rebeldes houthis no Iêmen, que resultaram em mortes e ferimentos, além de danos a infraestruturas críticas. Em resposta, o governo saudita advertiu que não tolerará ameaças à navegação no Mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb. Os ataques recentes incluíram ofensivas contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, que levaram à morte de mais de dez pessoas e ferimentos em mais de 300. A coligação liderada pela Arábia Saudita também anunciou que pedirá aos civis que abandonem uma zona de Sanaa, controlada pelos houthis, antes de uma operação militar.
Os houthis, por sua vez, ameaçaram retaliar contra Riade se a coligação continuar com ataques contra a capital iemenita. Além disso, o grupo advertiu que responderá de forma "rápida e dolorosa" caso os Estados Unidos intervenham no conflito. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal desaconselhou viagens não essenciais à Arábia Saudita após os ataques, recomendando que os cidadãos portugueses acompanhem as autoridades locais.
O conflito entre a Arábia Saudita e os houthis, que começou em 2015, envolve uma guerra de longa duração com impactos regionais significativos. A escalada recente de ataques e ameaças indica uma tensão crescente, com possíveis consequências para a segurança e a economia do país. A situação reforça a complexidade do conflito, que envolve não apenas questões internas, mas também relações internacionais e estratégias militares.



















