O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo norte-americano tenha participado diretamente da fuga do ex-senador brasileiro Flávio Bolsonaro para Miami. Segundo informações divulgadas por fontes, Bolsonaro deixou o Brasil após perder as eleições presidenciais e chegou ao território americano em 28 de outubro, acompanhado por sua família.

Rubio afirmou durante uma coletiva de imprensa em Atlanta que o governo dos EUA não se envolveu na saída do político, mas confirmou que Donald Trump autorizou pessoalmente a entrada de Bolsonaro no país. Apesar disso, o secretário destacou que a entrada do ex-senador não foi facilitada por autoridades norte-americanas.

Fontes do jornal The New York Times informaram que um dos assessores de Trump, Jason Miller, providenciou o avião privado utilizado pela família de Bolsonaro para a fuga. No entanto, o governo dos EUA negou ter ajudado diretamente no processo.

A situação gerou debates sobre a relação entre o governo americano e políticos brasileiros, especialmente após a derrota de Bolsonaro nas eleições. Apesar das negações oficiais, a entrada do ex-senador no país foi vista como uma ação que poderia ter sido facilitada por influência política.

A fuga de Bolsonaro para Miami gerou reações internacionais e debates sobre a legitimidade de sua saída do Brasil. O caso também levantou questões sobre a influência dos Estados Unidos na política brasileira e a relação entre figuras políticas de ambos os países.