O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil para os Estados Unidos na noite de terça-feira (27), gerando uma série de perguntas sobre a legalidade e o motivo da saída. O Itamaraty, ministério brasileiro das Relações Exteriores, convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para pedir esclarecimentos sobre a possível participação do governo argentino na viagem.
O Departamento de Estado dos EUA concedeu vistos a Flávio Bolsonaro, o que levantou dúvidas sobre a transparência do processo. 25 congressistas democratas enviaram uma carta ao Departamento de Estado solicitando explicações sobre a concessão dos vistos e a possível cumplicidade americana na fuga. A situação gerou críticas e questionamentos sobre a legitimidade da saída do senador.
O governo brasileiro também pediu explicações ao presidente argentino Javier Milei, acusando-o de possível envolvimento na saída de Flávio. O Itamaraty retirou as credenciais de uma funcionária argentina antes da partida de Flávio, o que reforça a suspeita de uma ação coordenada.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que as manifestações atribuídas ao marido são falsas e que ele não está envolvido em divisões internas. A situação continua sob investigação, com o Brasil buscando clarificações sobre a viagem e a possível intervenção de autoridades estrangeiras.

















