Portugal registrou 213.621 processos relacionados ao consumo de drogas entre 2001 e 2025, segundo dados do Instituto de Criminalidade e Análise de Dados (ICAD). A canábis é a substância mais associada a esses processos, com cerca de 90% das pessoas avaliadas apresentando um padrão de consumo considerado não problemático.

Os dados revelam uma tendência de aumento gradual no número de processos ao longo dos anos, embora a taxa de consumo problemático tenha permanecido baixa. O ICAD destacou que a política de despenalização da posse de pequenas quantidades de drogas, implementada em 2001, contribuiu para a redução do consumo em certos grupos.

A legislação portuguesa, que permite a posse de até 15 gramas de canábis, foi uma das primeiras do mundo a adotar essa abordagem. Apesar disso, o número de processos indica que ainda há desafios na redução de comportamentos considerados ilícitos. A canábis continua sendo a droga mais comum envolvida, mas a maioria dos casos não envolve dependência ou danos significativos.