Mulheres de nacionalidade estrangeira realizaram quase metade dos abortos por opção em Portugal em 2025, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde. O número de interrupções de gravidez por escolha da mulher passou de 3.567 em 2020 para 8.059 em 2025, um aumento de 126% em cinco anos. As mulheres não portuguesas representaram 44,2% dos casos, um crescimento significativo em comparação com anos anteriores. A DGS destacou que o aumento está ligado ao acesso a serviços de saúde e à legalidade do aborto em Portugal. A legislação portuguesa permite o aborto até ao nono mês de gravidez em casos específicos, o que pode influenciar as decisões das mulheres. A tendência revela uma mudança na dinâmica dos serviços de saúde reprodutiva no país.