A seguradora da Carris, responsável pela manutenção do elevador da Glória em Lisboa, contestou a solicitação de indemnização por uma das vítimas mortais do acidente ocorrido em 25 de setembro. A empresa afirma que o incidente não era totalmente imprevisível, baseando-se em relatórios técnicos e manutenções realizadas. O acidente resultou na morte de uma mulher de 52 anos, que caiu de uma plataforma elevada durante a manutenção do sistema.

A Carris, empresa responsável pelo transporte público em Lisboa, foi acusada de negligência por parte da família da vítima. A seguradora, que atua como intermediária, argumenta que as condições que levaram ao acidente já eram conhecidas e que medidas preventivas deveriam ter sido tomadas. A família da vítima, no entanto, alega que a falta de supervisão e a negligência na execução das tarefas de manutenção foram determinantes para o ocorrido.

O caso está sob investigação da Autoridade para as Condições de Trabalho, que analisa se houve infrações à legislação laboral e de segurança. A seguradora não confirmou ainda se o pagamento da indemnização será realizado, mas reforça que a responsabilidade deve ser compartilhada entre as partes envolvidas. O acidente da Glória é um dos mais graves ocorridos em Lisboa nos últimos anos, levantando novas discussões sobre a segurança em obras de manutenção em áreas urbanas.