A viúva Marta Almeida, de 26 anos, foi despejada da sua casa no Bairro do Condado, em Lisboa, apesar de ter continuado a pagar a renda à empresa municipal Gebalis. A Câmara de Lisboa justifica o despejo com a cumprimento de uma decisão judicial, mas a situação gerou forte reação pública. A jovem, que é mãe solteira e cria sozinha duas crianças, perdeu o companheiro em 2024 e agora enfrenta a falta de moradia.

A Gebalis, empresa responsável pelo despejo, afirma que cumpriu a lei e que não era titular da casa. No entanto, a situação levou a uma mobilização de manifestantes. Os ativistas, que já têm presença em acampadas por moradia, decidiram ir a Marvila para apoiar a viúva e criticar as políticas habitacionais locais.

A mobilização ocorre no contexto de crescente preocupação com a crise habitacional em Lisboa. A viúva, que está desempregada, enfrenta dificuldades financeiras e emocionais após a perda do marido. A comunidade local e ativistas denunciam a falta de proteção para famílias em situação vulnerável.

A situação da viúva despejada tornou-se um símbolo da luta por moradia em Lisboa. A mobilização desta sexta-feira, 23 de outubro, no bairro de Marvila, reforça a pressão sobre as autoridades para revisar as políticas de habitação e garantir apoio a quem está em situação de risco.