O Tribunal Administrativo de Lisboa autorizou a ativista Renata Cambra a permanecer no Rossio com uma tenda, apesar do recurso apresentado pelo Ministério Público. A decisão, tomada em 12 dias, permitiu que a manifestante continue a ocupar o espaço público em protesto contra a falta de habitação. O Ministério Público recorreu para o Tribunal Constitucional, alegando que a decisão viola normas vigentes.
A juíza responsável considerou que o limite horário para manifestações não é absoluto e automático, permitindo que a ativista permaneça no local após as 00:30. A decisão gerou reações contrárias, com críticas de parlamentares e grupos políticos. Rodrigo Taxa, do Chega, chamou a atenção para o que considera uma decisão política.
A situação reflete a tensão crescente entre manifestantes e autoridades sobre o direito à ocupação de espaços públicos. A decisão do Tribunal Administrativo é vista por alguns como uma vitória para a liberdade de expressão, enquanto outros a consideram uma intervenção política. A Procuradoria-Geral da República ainda não confirmou se a decisão será mantida ou revertida.



















