Ministro da Administração Interna, Luís Neves, enfrenta críticas e acusações de perseguição pessoal. Um investigador da Polícia Judiciária apresentou uma queixa-crime contra o ministro, acusando-o de ameaças, difamação e intimidação ao longo de três anos. A queixa alega que Neves teria chegado a dizer que queria destruir e esmagar o secretário de Estado, Henrique Gouveia e Melo. Neves nega todas as acusações.

A situação envolvendo o ministro gerou reações de diferentes setores. A porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, considerou que Neves não tem condições para continuar no cargo após intervenções recentes. Durante uma cerimónia, o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, Jorge Martins, alertou para a falta de apoio às corporações, estando presente Neves.

O comentador da CNN Portugal, João Marcelino, criticou o líder do PSD, António Costa, por deixar Neves assumir a resposta aos protestos. Alega que o ministro está politicamente fragilizado e que o primeiro-ministro deveria assumir a liderança. A situação reflete uma tensão crescente entre o governo e oposição, com Neves no centro de uma crise de confiança.

A queixa-crime apresentada na PJ pode ter implicações políticas e judiciais. A investigação está em andamento e o ministro continua no cargo, apesar das críticas. A situação demonstra a complexidade das relações dentro do governo e a pressão sobre figuras de destaque.