O ministro da Administração Interna, Luís Neves, determinou a demissão do secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho, após divergências sobre a gestão da empresa pública SIRESP. A decisão foi anunciada na segunda-feira, no mesmo dia em que o Expresso noticiou a deterioração das relações entre os dois. Carrilho, que era responsável pela Secretaria-Geral da Administração Interna (SGMAI), apresentou a Luís Neves uma proposta de reorganização que previa a extinção da SIRESP SA e a redução de despesas.

Documentos revelados pela CNN Portugal mostram que a extinção da SIRESP já estava em estudo técnico desde março de 2024. Carrilho alega que a proposta foi a origem da sua destituição. O líder do Chega, André Ventura, afirmou que as denúncias contra Carrilho reforçam um "padrão de irregularidades" envolvendo Luís Neves. O PS pediu uma audição urgente do ministro e de Carrilho no Parlamento para esclarecer os motivos da demissão e as divergências sobre a rede de comunicações de emergência.

O Partido IL propôs uma auditoria à SIRESP após a polémica no MAI. Carrilho acusou Luís Neves de "retaliação" após a sua exoneração. O conflito entre os dois reflete tensões sobre a gestão da empresa pública e a eficiência das despesas do Estado. A situação levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade na administração pública.