A Polícia de Segurança Pública (PSP) autorizou o uso de drones durante manifestações em Lisboa, decisão que surgiu após a contestação dos resultados eleitorais por parte de Flávio Bolsonaro. A medida foi anunciada na véspera de uma nova manifestação pela habitação, agendada para sábado, em Lisboa. A PSP afirmou que a autorização foi concedida de forma "devidamente" e que a decisão partiu diretamente da instituição, segundo declarações de Luís Rosa, comentador da CNN Portugal.

A autorização dos drones foi feita após uma transmissão em direto no Instagram por Flávio Bolsonaro, que questionou a validade dos resultados eleitorais, alegando que eram "matematicamente impossíveis". A PSP, por sua vez, reforçou que a utilização dos drones é uma medida de segurança e que a decisão foi tomada com base em protocolos internos.

Bordalo II, artista conhecido por suas instalações críticas, expôs uma tenda com o título "da" PSP, criticando o papel da polícia na violência durante manifestações. A instalação foi feita no Rossio, em Lisboa, duas semanas após a colocação de um cartaz com o texto "Vende-se" em frente à Câmara Municipal do Porto.

A decisão da PSP de permitir o uso de drones tem sido debatida por analistas, que questionam a relação entre a autorização e a contestação eleitoral. A PSP reiterou que a ordem para avançar sobre manifestantes não partiu do Governo, mas da própria instituição. A situação reflete um clima de tensão entre autoridades e manifestantes, com a PSP assumindo um papel central na gestão das protestações.