Manifestantes em Lisboa decidiram passar a noite no relento na praça do Rossio, após remover as tendas que haviam montado. Mais de 300 pessoas optaram por dormir ao ar livre, em vez de utilizar as estruturas temporárias, segundo informações divulgadas por noticiários locais. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na madrugada de hoje.
Os manifestantes, que protestam contra o custo da habitação, chegaram ao Rossio sem tendas, mas com malas de campismo e sacos-cama. A praça, que normalmente recebe grandes concentrações, está cheia de pessoas que mantêm o movimento de protesto. Apesar do aviso de Luís Neves, líder da organização, os manifestantes decidiram continuar com a ação, mesmo sem abrigo.
A situação no Rossio está em contraste com a notícia sobre o internamento do escritor Manuel Alegre, que foi admitido no Hospital da Luz com pneumonia. Além disso, os primeiros interrogatórios dos 55 manifestantes detidos no local já foram concluídos.
Os protestos contra o custo da habitação espalham-se por várias cidades portuguesas, incluindo Coimbra, Évora, Beja e Faro. No Porto, há um momento de silêncio e "folga" após uma semana de manifestações intensas. No Rossio, a concentração de pessoas continua, mesmo com as condições climáticas adversas.























