A viúva Marta Almeida, de 26 anos, foi despejada da casa onde vivia com dois filhos menores no Bairro do Condado, em Lisboa. A empresa municipal Gebalis, responsável pela gestão dos bairros, alega que a mulher nunca integrou o agregado familiar e não provou residência na habitação. A decisão judicial foi cumprida pela Câmara de Lisboa, segundo a empresa.
Marta, que está desempregada, continua a pagar a renda à Gebalis, mas não foi reconhecida como moradora. O presidente da Gebalis afirma que a casa estava ocupada de forma ilegal e que a empresa cumpriu a lei. A situação gerou uma manifestação na região, com a polícia intervindo. O Ministério Público abriu inquérito sobre a intervenção policial no Porto.
A viúva perdeu o companheiro, pai dos filhos, em 2024. Dois anos depois, perdeu a casa, apesar de continuar a pagar a renda. A Câmara de Lisboa justifica o despejo com uma decisão judicial, mas a advogada da viúva contesta a versão da empresa, alegando que a situação é mais complexa. O caso gerou debates sobre a proteção de famílias em situação de vulnerabilidade.























